Cientistas suspeitam que o ferro esteja envolvido no Alzheimer

Cientistas propõem teoria sobre o Alzheimer envolvendo o elemento ferro
Além das crescentes dúvidas sobre a "hipótese amiloide", outra teoria falhou recentemente, com as drogas em testes contra a proteína tau piorando a condição dos portadores de Alzheimer.
[Imagem: Drexel University]

Alzheimer, ferro e mutações

Uma equipe internacional, liderada por pesquisadores da Universidade de Adelaide (Austrália), está sugerindo uma ligação entre o elemento ferro em nossas células e as raras mutações genéticas envolvidas com a doença de Alzheimer.

Antes de mais nada, porém, os pesquisadores alertam que as pessoas não devem sair correndo para mudar sua dieta ou comprar suplementos de ferro com base nessa ideia, já que a teoria está relacionada apenas a como as células lidam com o ferro, e não quanto ferro há na dieta de uma pessoa.

Trata-se de uma nova teoria sobre como as mutações genéticas disparam o Alzheimer. Se comprovada, ela poderia ajudar a encontrar uma maneira de prevenir a doença.

Há mais de 20 anos, a maioria dos cientistas acredita que um pequeno fragmento de proteína, chamada beta-amiloide, causa a doença de Alzheimer. Mas, até agora, essa teoria não resultou em nenhuma terapia capaz nem mesmo de evitar a progressão da doença, menos ainda de curá-la.

Ferro e Alzheimer

A equipe sugere que as anormalidades vistas na doença de Alzheimer hereditária podem resultar de problemas na maneira como os neurônios lidam com o ferro.

"As células precisam de ferro para sobreviver. Em particular, o ferro é essencial para as minúsculas usinas de energia de todas as células - as mitocôndrias - gerarem a maior parte da energia que mantém as células funcionando.

"Os genes mutados na doença de Alzheimer hereditária parecem afetar como o ferro entra nos neurônios, como ele é reciclado dentro dos neurônios e como é exportado dos neurônios. Como os neurônios têm necessidades tão grandes de energia, perturbar a maneira como eles lidam com o ferro pode ter consequências a longo prazo.

"Além disso, o ferro é um elemento chave na inflamação e na produção de moléculas prejudiciais chamadas 'espécies reativas de oxigênio', e ambos ocorrem em altos níveis nos cérebros com a doença de Alzheimer," descrevem o professor Michael Lardelli e seus colegas em um artigo publicado na revista Frontiers in Neuroscience.

Embora os pesquisadores já tenham documentado conexões intrigantes entre o ferro e a doença de Alzheimer, mais pesquisas serão necessárias para entender como as mutações envolvidas com a doença afetam o ferro celular.


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