09/04/2019

Descoberto primeiro caso de uma pessoa sem vitamina D no corpo

Redação do Diário da Saúde
Descoberto primeiro caso de uma pessoa sem vitamina D no corpo
Estudos já mostraram que a falta de vitamina D causa síndrome metabólica em mulheres, mas isso não está acontecendo com esta paciente única.
[Imagem: Buck Institute/Divulgação]

Mulher sem vitamina D

Foi identificado o primeiro caso de uma pessoa que vive sem a proteína necessária para ligar e transportar a vitamina D na corrente sanguínea.

Não importa quanto ou quantas vezes ela tome suplementos de vitamina D, seus níveis da vitamina no organismo não saem do zero.

A vitamina D, um hormônio esteroide essencial para a regulação do cálcio e para a saúde dos ossos, está disponível através de uma dieta saudável e também é sintetizada pelo corpo quando exposto à luz solar. Uma vez na corrente sanguínea, a maior parte da vitamina D se liga à proteína de ligação da vitamina D para armazenamento e transporte.

Mas os pesquisadores identificaram uma mulher de 59 anos que não tem a proteína de ligação e não tem vitamina D mensurável em seu sistema - é o primeiro caso em humanos.

"A ideia sempre foi de que, sem a sua proteína de ligação, a vitamina D não poderia chegar às células onde é necessária. Nossas descobertas colocam isso em questão," escreveram o Dr. Julien Marcadier e colegas das universidades de Calgary, Colúmbia Britânica (Canadá) e Washington (EUA).

"Para nossa surpresa, ela manteve os níveis normais de cálcio, apesar de não ter nenhuma vitamina D mensurável. Isso nos diz que a vitamina D que ela tem em seu sistema chega às células alvo, embora exatamente como isso acontece ainda seja desconhecido," acrescentaram.

Como a vitamina D funciona e como deve ser medida

A descoberta deste caso inusitado abre novas rotas de pesquisa sobre como a vitamina D e sua proteína de ligação funcionam no corpo e como melhor avaliar o status de vitamina D de uma pessoa.

"Como seus níveis de cálcio e fosfato têm sido normais há anos, sabemos que qualquer vitamina D que seja administrada pode fazer o seu trabalho," disse Marcadier. "Isso também aumenta a controvérsia atual sobre como a vitamina D deve ser medida e o que deve ser considerado um nível normal".

Tantas questões em aberto não surpreendem quando se lembra que novos benefícios da vitamina D foram descobertos apenas recentemente, há cerca de três anos.

Pesquisas em animais mostraram que camundongos sem a proteína de ligação da vitamina D podem permanecer saudáveis, desde que tenham vitamina D suficiente em sua dieta. O mesmo parece ser verdade para esta paciente.

A paciente em questão, que não deseja ser identificada, ao passar dos 40 anos de idade começou a apresentar fraturas em pequenas quedas onde uma pessoa comum não esperaria quebrar um osso. Atualmente ela está tomando vitamina D em uma dose de 2.000 UI por dia e não sofreu nenhuma fratura recente, e continua a colaborar com a equipe de saúde que tenta entender melhor o papel e o funcionamento da vitamina D no corpo humano.


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