Governo volta atrás e estuda autorizar médicos cubanos no Brasil

Bom senso

Depois de resultados decepcionantes com a nova fase do Programa Mais Médicos, no qual menos da metade dos médicos brasileiros convocados compareceram aos locais de trabalho, o governo federal voltou atrás e agora estuda formas de regularizar a permanência dos médicos cubanos que queiram ficar no Brasil.

O número de profissionais de saúde de Cuba interessados em permanecer no Brasil ainda está sendo contabilizado, com o Ministério da Saúde aguardando informações do escritório brasileiro da Organização Pan-americana de Saúde (Opas), intermediadora do acordo entre os governos do Brasil e de Cuba.

Em nota, o ministério afirmou que, "preocupado com a questão humanitária e em parceria com o Conselho Federal de Medicina e o Ministério da Educação, busca uma forma de permitir a reintegração desses profissionais após a revalidação dos seus diplomas."

Refugiados

Desde que o Programa Mais Médicos foi criado em 2013, o número de cubanos pedindo refúgio tem crescido. Porém, de acordo com órgãos responsáveis pela área, não há dados precisos que permitam a associação entre o aumento do número de pedidos de refúgio e a quantidade de cubanos no país.

De 2003 a 2012, a média de pedidos anuais foi de 22 solicitações. Em 2013, 69 cubanos solicitaram refúgio ao Brasil. A partir daí, as requisições cresceram ano após ano: 113 (2014); 422 (2015); 1.121 (2016); 2.020 (2017) e 2.743 (2018).

Desde o final de novembro de 2018, até o último dia 21, o número chegou a 798 - quase o dobro do total registrado durante os mesmos três meses de 2017/2018, quando 438 cubanos pediram refúgio ao Brasil.

Em 2017, ano em que 33.866 cidadãos de várias partes do mundo pleitearam o direito de permanecer no Brasil, os cubanos formaram o segundo grupo que mais pediu refúgio, atrás apenas dos venezuelanos.


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