Medicamentos de proteínas prometem quimioterapias com menos efeitos colaterais

Medicamentos de proteínas prometem quimioterapias com menos efeitos colaterais
A nova técnica torna possível produzir remédios com características inteiramente novas.
[Imagem: KU/Pexels]

Remédios de proteínas

Uma conquista recente no campo da pesquisa de proteínas promete medicamentos com menos efeitos colaterais e melhor ajustados aos benefícios que pretendem.

A pesquisa de proteínas é uma das áreas mais quentes na pesquisa médica porque as proteínas tornam possível desenvolver produtos farmacêuticos mais eficazes.

No entanto, embora as proteínas tenham um grande potencial, elas também apresentam grandes desafios para os cientistas porque suas estruturas químicas incrivelmente complexas dificultam sua modificação. Como resultado, tem havido um grande esforço em busca de uma ferramenta para modificá-las com mais precisão sem aumentar os efeitos colaterais de um medicamento, explica o professor Knud Jensen, da Universidade de Copenhague (Dinamarca).

Jensen e sua colega Sanne Schoffelen desenvolveram agora um novo método modificador de proteínas que promete ser fundamental para o desenvolvimento de remédios mais eficazes à base de proteínas, sobretudo contra o câncer.

Batizado de "acilação His-tag" (marcadores de poli-histidina), o método torna possível adicionar as moléculas dos fármacos às proteínas, que podem então atacar células doentes em um corpo com câncer sem atacar as células saudáveis.

"Proteínas são como um novelo de lã, um longo filamento de aminoácidos, que são enrolados. [Nosso novo] método nos permite alvejar precisamente essas estruturas complexas, em oposição a fazer modificações incertas quando não sabemos o que está sendo atingido. Em suma, isso ajudará a produzir drogas nas quais podemos estar muito mais confiantes sobre onde as modificações estão sendo feitas, para que os efeitos colaterais possam ser minimizados no futuro," disse Jensen.

Rastreio das proteínas

O fato de a acilação His-tag poder visar com precisão as complexas estruturas de proteínas também torna possível produzir drogas com características inteiramente novas.

Por exemplo, passa a ser possível anexar uma molécula fluorescente a proteínas de tal forma que um microscópio possa ser usado para rastrear o caminho da proteína através das células.

A principal função dessas proteínas é transportar as moléculas de combate ao câncer para as células doentes, por isso é importante seguir cuidadosamente seu caminho pelo corpo, a fim de fabricar medicamentos que não se percam por outras partes do organismo, gerando os efeitos colaterais indesejados.


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