OMS classifica vício em videogame como doença

Vício em videogame

Uma das novidades da nova Classificação Internacional de Doenças, a CID-11, lançada pela Organização Mundial da Saúde nesta semana, é a inclusão do vício em videogames como uma perturbação mental, ou seja, uma doença caracterizada pela "perda de controle no jogo".

A CID é um sistema aceito internacionalmente para padronizar as principais enfermidades, problemas de saúde pública e transtornos que causam morte ou incapacitação de pessoas.

É a primeira vez que o vício em videogames é considerado uma doença. O diagnóstico considera, por exemplo, a falta de controle e a prioridade dos jogos na vida da pessoa.

Exagero?

Por outro lado, especialistas alertam para a chamada medicalização. Durante o lançamento do novo manual de diagnósticos mentais da Associação Psiquiátrica Americana (DSM), por exemplo, vários deles alertaram que os psiquiatras estavam ampliando a definição de doenças para aumentar seu mercado.

No caso do vício em videogame, a expectativa é que a inclusão na CID-11 ajude a diagnosticar os casos extremos, que possam de fato ser classificados como patológicos.

A OMS afirma que, para estabelecer o diagnóstico, é necessário haver um comportamento extremo com consequências sobre as "atividades pessoais, familiares, sociais, educativas ou profissionais" e, "em princípio, manifestar-se claramente sobre um período de pelo menos 12 meses".

Especialistas defendem que a compulsão por videogames quase nunca é um vício e que videogames não são bons ou ruins - podem ser as duas coisas.

Saúde sexual

O documento também passou a incluir condições relacionadas à identidade de gênero no capítulo sobre saúde sexual - antes estavam relacionadas à saúde mental.

A relação de doenças listadas na CID-11 reúne mais de 55 mil códigos.


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