25/03/2019

OMS diz que edição do genoma humano é irresponsável

Redação do Diário da Saúde
OMS diz que edição do genoma humano é irresponsável
Há algum tempo cientistas vêm discutindo os avanços e riscos da edição genética, mas nem todos seguem a cartilha da ética, como um pesquisador chinês que recentemente foi demitido por sua universidade depois de manipular genes de crianças.
[Imagem: Cortesia MPI for Informatics]

Manipulação do genoma humano

O novo comitê consultivo da Organização Mundial da Saúde para o desenvolvimento de padrões globais de governança e supervisão de edição do genoma humano concordou em trabalhar em prol de uma forte estrutura de governança internacional nessa área.

"A edição genética é uma promessa incrível para a saúde, mas também apresenta alguns riscos, tanto ética quanto medicamente. Esse comitê é um exemplo perfeito da liderança da OMS, reunindo alguns dos principais especialistas do mundo para fornecer orientações sobre esse assunto complexo," disse Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

Nos últimos dois dias, o comitê de especialistas revisou o estado atual da ciência e tecnologia no campo da genética.

O comitê entrou em consenso que, neste momento, é irresponsável que alguém proceda com aplicações clínicas da edição do genoma da linhagem germinativa humana. A equipe anunciou princípios básicos de transparência, inclusão e responsabilidade que sustentam as recomendações.

O comitê também concordou que um registro central de pesquisa de edição de genoma humano é necessário para criar um banco de dados aberto e transparente do trabalho em andamento. O grupo de especialistas solicitou à OMS que comece imediatamente a trabalhar para estabelecer tal registro.

GenÉtica com Ética

O grupo de especialistas convidou todos os cientistas que conduzem pesquisas de edição de genoma humano para discutir o tema para entender melhor o ambiente técnico e os arranjos atuais de governança, bem como ajudar a garantir que seu trabalho atenda às melhores práticas científicas e éticas atuais.

O comitê funcionará de maneira inclusiva e fez uma série de propostas concretas para aumentar a capacidade da OMS de atuar como um recurso de informação nesta área.

"Ele desenvolverá ferramentas e orientações essenciais para todos aqueles que trabalham com esta nova tecnologia para garantir o máximo benefício e um risco mínimo para a saúde humana," afirmou Soumya Swamanathan, cientista-chefe da OMS.

Nos próximos dois anos, por meio de uma série de reuniões presenciais e consultas virtuais, o comitê consultará uma ampla gama de partes interessadas e fornecerá recomendações para uma estrutura de governança abrangente que seja escalonável, sustentável e apropriada para uso internacional e regional, nacional e local.

O grupo de especialistas solicitará opiniões de várias partes interessadas, incluindo grupos de pacientes, sociedade civil, profissionais da área de ética e cientistas sociais.


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