15/03/2019

OMS lança estratégia mundial para controle da gripe

Redação do Diário da Saúde

Prevenção de uma pandemia

A OMS (Organização Mundial da Saúde) lançou uma estratégia global de controle da influenza (gripe) para o período 2019-2030.

A nova estratégia busca prevenir a gripe sazonal - que ocorre conforme as estações do ano -, controlar a disseminação da gripe dos animais para os seres humanos e se preparar para a próxima pandemia de influenza.

"A ameaça da gripe pandêmica está sempre presente," disse o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus. "O risco contínuo de um novo vírus da influenza transmitindo de animais para humanos e potencialmente causando uma pandemia é real. A questão não é se teremos outra pandemia, mas quando. Precisamos estar vigilantes e preparados - o custo de um grande surto de gripe superará em muito o preço da prevenção".

A influenza continua sendo um dos maiores desafios de saúde pública do mundo. A cada ano, no mundo, estima-se que haja um bilhão de casos, dos quais de três a cinco milhões são casos graves, resultando em 290 mil a 650 mil mortes por doenças respiratórias relacionadas à influenza.

Estratégia contra a gripe

A OMS recomenda a vacinação anual contra a gripe como a maneira mais eficaz de prevenir a doença, mas a procura da vacina vem caindo ao longo dos anos depois de uma série de anos em que a vacina apresentou baixa eficácia. Mas a vacina continua sendo especialmente importante para as pessoas com maior risco de complicações graves causadas pela influenza e para os profissionais de saúde.

A nova estratégia é a mais abrangente e de maior alcance, delineando um caminho para proteger as populações todos os anos e ajudando na preparação para uma pandemia por meio do fortalecimento dos programas de rotina.

O primeiro objetivo é construir nos países capacidades mais fortes de vigilância e resposta a doenças, prevenção e controle, bem como preparação. Para alcançar isso, a OMS orienta que todos os países tenham um programa de influenza adaptado às condições locais, que contribua para a preparação nacional e global, assim como para a segurança da saúde.

O segundo objetivo é desenvolver melhores ferramentas para prevenir, detectar, controlar e tratar a gripe, a exemplo de vacinas, antivirais e tratamentos mais eficazes, com o objetivo de torná-los acessíveis a todos os países.

"Com as parcerias e o trabalho específico de cada país que temos feito ao longo dos anos, o mundo está melhor preparado do que nunca para o próximo grande surto, mas ainda não estamos preparados o suficiente," disse Tedros. "Esta estratégia visa nos levar a esse ponto. Basicamente, trata-se de preparar sistemas de saúde para manejar choques. E isso só acontece quando os sistemas de saúde são fortes e saudáveis".


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