22/07/2019

Tecnologia permitirá que médicos vejam a dor dos pacientes em tempo real

Com informações da Umich
Tecnologia permitirá que médicos vejam a dor dos pacientes em tempo real
O uso generalizado em um cenário clínico ainda está distante, mas o estudo de viabilidade da tecnologia é um primeiro passo essencial.
[Imagem: Umich/Divulgação]

Vendo a dor

Muitos pacientes, especialmente aqueles que estão anestesiados ou emocionalmente comprometidos, não conseguem explicar e quantificar precisamente sua dor.

Por essa razão, pesquisadores da Universidade de Michigan (EUA), entre eles os brasileiros Alexandre da Silva e Thiago Nascimento, desenvolveram uma tecnologia para ajudar os médicos a "ver" e mapear a dor do paciente em tempo real.

A tecnologia, que usa óculos especiais de realidade aumentada foi testada em 21 pacientes odontológicos voluntários, e os pesquisadores esperam incluir outros tipos de dor e condições no futuro.

O uso generalizado em um cenário clínico ainda está distante, mas o estudo de viabilidade é um primeiro passo essencial.

"É muito difícil para nós medirmos e expressarmos nossa dor, incluindo a expectativa e a ansiedade associada," disse o Dr. Alexandre. "Neste momento, temos um sistema de classificação de 1 a 10, mas isso está longe de ser uma medida de dor confiável e objetiva."

Assinatura cerebral da dor

No teste inicial da tecnologia, os pesquisadores desencadearam a dor administrando ar gelado nos dentes dos voluntários. Dados da dor coletados diretamente do cérebro, de forma não-invasiva, foram usados para desenvolver algoritmos que previram a dor, ou a ausência dela, em cerca de 70% do tempo.

Os participantes usaram um capacete equipado com sensores que detectam alterações no fluxo sanguíneo e na oxigenação, medindo assim a atividade cerebral e as respostas à dor. Essa informação foi transmitida para um computador e interpretada.

Usando óculos especiais de realidade aumentada, os pesquisadores enxergam a atividade cerebral do paciente em tempo real em um modelo de cérebro reconstruído, enquanto os participantes estavam na cadeira do dentista. Os pontos vermelhos e azuis na imagem indicam a localização e o nível da atividade cerebral, e essa "assinatura da dor" é apresentada nos óculos de realidade aumentada. Quanto mais assinaturas de dor o algoritmo aprende a ler, mais precisa se torna a avaliação da dor.


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