23/01/2019

Tratamentos avançados para Parkinson são mais propaganda que esperança, dizem cientistas

Redação do Diário da Saúde
Tratamentos
Recentemente outro estudo questionou mais uma teoria sobre a doença de Parkinson.
[Imagem: Ricardo Guerrero-Ferreira et al. - 10.7554/eLife.36402]

Esperança ou propaganda

A doença de Parkinson é um distúrbio neurodegenerativo caracterizado por déficits motores e não motores, causados principalmente pela perda de células dopaminérgicas na porção compacta da substância negra, bem como pela destruição da via nigroestriatal.

Apesar dos inúmeros esforços, contudo, quase não tem havido avanços no tratamento ou na prevenção do Parkinson.

Mas é comum ver na imprensa grandes anúncios de "tecnologias de ponta" que "finalmente prometem..." alguma coisa.

Igualmente, estudos científicos em escala de laboratório e técnicas experimentais têm sido saudadas como "revolucionárias".

Os doentes e suas famílias, contudo, não têm contado com os aventados benefícios.

Foi por isso que uma equipe chefiada pelo Dr. Mehdi Ghamgosha, da Universidade Baqiyatallah de Ciências Médicas (Irã), decidiu aplicar critérios mínimos para aferir se essas prometidas novas técnicas são "esperança ou sensacionalismo".

A equipe analisou as vantagens e desvantagens desses tratamentos anunciados, juntamente com os resultados de ensaios clínicos relevantes, e ponderou sobre cada um deles.

Eles incluíram em seu estudo todas as novas estratégias terapêuticas que surgiram nos últimos anos anunciando tratamentos contra o Parkinson, incluindo terapias baseadas em células-tronco e em genes, direcionamento de fatores neurotróficos e técnicas de estimulação cerebral, como Estimulação Magnética Transcraniana (EMT), Estimulação Transcraniana por Corrente Direta (ETCC) e Estimulação Cerebral Profunda (DBS).

Em seu artigo, publicado na revista científica Current Gene Therapy, a equipe cita alguns obstáculos que podem explicar as falhas desses tratamentos.

A conclusão - sobre se essas novas tecnologias contra o Parkinson são "esperança ou sensacionalismo" - tem uma resposta bem clara: "Um dia quando os cientistas poderão adquirir conhecimento suficiente para prevenir e tratar esta doença é sinceramente esperado," escreveu a equipe.


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