28/06/2019

Diferentes estratégias para reduzir o consumo de refrigerantes

Redação do Diário da Saúde

Ciência contra bebidas açucaradas

O consumo de bebidas açucaradas é considerado um fator-chave na epidemia global de obesidade, além de estar relacionado à cárie dentária, diabetes e doenças cardíacas.

Muitos órgãos de saúde pública, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), convocaram os governos, a indústria de alimentos e bebidas, instituições de ensino, empresas e a sociedade civil para apoiar escolhas de bebidas mais saudáveis.

Entre os que se engajaram no esforço está a Colaboração Cochrane, uma organização sem fins lucrativos independente, da qual fazem parte mais de 28.000 voluntários em mais de cem países. A entidade possui uma coleção de bancos de dados em medicina e saúde que permite realizar revisões sistemáticas e meta-análises, estudos amplos que resumem e interpretam os resultados da pesquisa médica.

A entidade lançou agora uma nova revisão que resume as evidências das pesquisas testando diferentes maneiras de reduzir o consumo de bebidas açucaradas em nível populacional.

Os 58 estudos analisados foram feitos em 19 países, em uma variedade de ambientes, incluindo escolas, cafés, restaurantes, residências e lojas de varejo. Foi avaliada uma ampla gama de diferentes abordagens para reduzir o consumo, como rotulagem e precificação dos refrigerantes e assemelhados, além de alternativas saudáveis. Também foram analisadas iniciativas políticas mais amplas, como campanhas comunitárias para incentivar escolhas mais saudáveis.

Medidas para diminuir consumo de refrigerantes

Os autores da revisão identificaram uma série de medidas que a evidência científica disponível indica reduzir a quantidade de bebidas açucaradas que as pessoas bebem. Essas medidas incluem:

  • Etiquetas fáceis de entender, como rótulos "semáforos" e rótulos que classificam a salubridade de bebidas com estrelas ou números.
  • Limites à disponibilidade de bebidas açucaradas nas escolas.
  • Aumentos de preço das bebidas açucaradas em restaurantes, lojas e centros de lazer.
  • Menus infantis em restaurantes de cadeias fast-food que incluem bebidas mais saudáveis, em vez de bebidas açucaradas como padrão.
  • Promoção e melhor colocação de bebidas mais saudáveis nos supermercados.
  • Benefícios de alimentação do governo (como vale-refeição) que não podem ser usados para comprar bebidas açucaradas.
  • Campanhas comunitárias focadas no apoio a escolhas de bebidas saudáveis.
  • Medidas que melhoram a disponibilidade de bebidas de baixa caloria em casa, por ex. através de entregas domiciliares de água engarrafada e bebidas dietéticas.

Os autores da revisão também encontraram evidências de que a melhoria da disponibilidade de água potável e bebidas dietéticas em casa pode ajudar as pessoas a perder peso. Há também outras medidas que podem influenciar a quantidade de bebidas açucaradas que as pessoas bebem, mas, para elas, a evidência disponível é menos certa.

"Esta revisão destaca os elementos essenciais para uma estratégia abrangente para dar suporte a escolhas de bebidas saudáveis para toda a população. No entanto, precisamos trabalhar mais para entender o que funciona melhor em ambientes específicos, como escolas e locais de trabalho, para pessoas de diferentes níveis socioeconômicos e tradições culturais, e em países de diferentes níveis de desenvolvimento econômico. Isso poderia nos ajudar a melhorar ainda mais as abordagens existentes. Os formuladores de políticas e profissionais que implementam essas medidas devem, portanto, cooperar com os pesquisadores para permitir avaliações de alta qualidade," disse a professora Eva Rehfuess, da Universidade Técnica de Munique (Alemanha), membro da equipe de revisão.


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