Esquizofrenia muda forma como pessoas experimentam emoções

Esquizofrenia muda forma como pessoas experimentam emoções
Este gráfico compara os mapas emocionais corporais do grupo de controle (acima) e de pessoas com esquizofrenia (abaixo).
[Imagem: Sohee Park]

Mapas das emoções

Figuras coloridas do corpo humano estão ajudando os pesquisadores a entender como as pessoas experimentam as emoções em seus corpos.

Uma equipe da Finlândia vem trabalhando há vários anos com imagens termais que associam os sentimentos às sensações corporais, criando verdadeiros "mapas corporais das emoções".

Uma das primeiras aplicações práticas desses mapas das emoções mostra que a associação entre emoção e corpo pode ser um instrumento importante para o diagnóstico da esquizofrenia, uma condição de difícil tratamento que pode levar a pessoa à demência total.

Emoção e esquizofrenia

Sohee Park e Lénie Torregrossa, da Universidade de Vanderbilt (EUA), compararam indivíduos com esquizofrenia com participantes de controle saudáveis, pedindo a cada um para preencher um mapa do próprio corpo para mostrar como eles experimentam fisicamente a emoção.

Os mapas diferiram radicalmente entre os grupos saudável e esquizofrênico, com o grupo de controle mostrando áreas distintas de sensações para 13 emoções diferentes, indicando padrões específicos de excitação aumentada e energia diminuída em todo o corpo para cada emoção.

No entanto, entre os indivíduos com esquizofrenia, houve uma redução geral da sensação corporal em todas as emoções.

A equipe também descobriu que indivíduos com esquizofrenia não diferenciam emoções variadas em seus mapas corporais. Isso pode representar uma dificuldade em identificar, reconhecer e verbalizar as emoções ou tentar entender as emoções dos outros.

"O principal resultado desta pesquisa é que temos uma melhor compreensão de por que as pessoas com esquizofrenia podem ter dificuldade em interagir com os outros. O que podemos fazer agora é ajudá-las a aprender a dar atenção às sensações fisiológicas decorrentes de seus corpos e usá-las para processar emoções," disse Torregrossa.


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